Para alguns é apenas mais um animal “vira-lata” sem importância
nenhuma, mas para esses adolescentes do Ensino Médio é uma chance de mostrar
que com pequenas atitudes podemos, realmente, fazer a solidariedade acontecer.
Tudo começou no dia 22 de Maio com a mudança da Escola,
fomos apresentados à nossa tão sonhada “escola nova”. Salas novas, materiais novos,
a chance de fazer novos amigos, um recomeço para muitos, e logo no primeiro dia
de aula nos surpreendemos com a visita de dois cachorros, que, aparentemente já
se encontravam no local, estavam nos recebendo. Um deles se encontrou muito debilitado, mas
isso não foi problema, nos recebeu com maior carinho e atenção, foi uma festa
na hora da entrada, mas, por questão de segurança os pequenos animais não puderam permanecer no local.
Alguns alunos ficaram preocupados com o animal, porem deveríamos
seguir com nossas tarefas normalmente. “Buboou” – que é como os alunos o chamam
– logo arrumou um canto no arredor da escola, pois, por incrível que pareça, o
animal conhece seus limites e logo percebeu que “dentro” da escola não podia
ficar.
Mas o tempo de “Buboou” esta se esgotando, pois não poderá permanecer
onde esta. O lado de fora de uma Escola não é o local apropriado para um
cachorro, principalmente nas condições dele.
Eu comecei a acompanhar essa historia durante essa semana e
resolvi ajudar, pedi alguns alunos que fizessem o depoimento deles para que pudéssemos
publicar e conseguir UM LAR para esse pequeno cachorro que conquistou nossos
corações.
Camila
Solidariedade, uma ótima coisa que todos deviam praticar!
Não posso dizer que fiz muita coisa, mas fiz o que pude pra poder ajudar o cachorro
que está em minha escola. No primeiro dia de aula eu o vi no estacionamento ,
foi meio que um amor a primeira vista, ele lá “deitadinho” e com a pata
traseira machucada, e mesmo assim veio em minha direção abanando o rabo e com
uma expressão de dor, eu simplesmente me apaixonei por ele, comecei a fazer
carinho, e então tive que voltar para sala. Na hora do intervalo fui atrás dele
e fiquei um bom tempo com ele, ao fim eu e minha amiga fomos falar com a
diretora pra que a gente pudesse levar ração, ossinho, essas coisa pra ele,
pois aparentemente ele estava faminto, mas infelizmente ela não deixou, mas eu
não podia simplesmente não fazer nada sendo que eu podia fazer o mínimo pelo
menos, e então no outro dia levei ração e ossos pra ele, e tinha acertado, ele
estava faminto mesmo, como nesse dia eu havia chegado mais cedo, já fui logo
vê-lo, e então outras pessoas começaram trazer ração, dar carinho pra ele,
atenção, e até que em um belo dia a professora Cláudia o levou para o
veterinário, ah que notícia maravilhosa, e então ele voltou limpo, sem pulgas,
verme, e com a pata um pouco melhor, e ainda pra maior satisfação com a feição de
felicidade! Eu simplesmente amo animais e se eu pudesse faria muito mais por
ele e por todos os cachorros por ai, mas infelizmente não posso, mas fiz o possível
porque realmente eu queria muito vê-lo bem e feliz, agora a nossa última meta é
conseguir um lar feliz pra ele, um lar cheio de amor e carinho pra que ele
possa esquecer suas dores passadas, porque com certeza ele já sofreu demais!
Raphaela Vitória
Talvez para muitos é um gesto bobo, algo que não faz
sentido, idiotice, perda de tempo... mas para mim: SOLIDARIEDADE.
Um cachorro, um olhar de dor, pessoas solidárias. Eu sempre
gostei de muito de animais, sempre gostei de ajuda-los e tê-los por perto, e
dessa vez não foi diferente, ver aquele pequeno ser com uma ferida em uma de
suas patas, magro e assustado, mas ao mesmo tempo conseguir ser tranquilo e
dócil, me chamou muito a atenção.
Eu tinha que ajuda-lo, não sabia como, mas iria arrumar um
jeito. A única coisa que estava ao meu alcance era manter seu estomago cheio,
foi então que conversei com algumas amigas e decidimos trazer comida para
alimenta-lo. Trouxemos a ração para ele e após algum tempo era notório o
agradecimento em seus olhos, mas um problema maior ainda existia, a ferida
ainda estava lá, piorando cada dia mais, então começamos pedir ajuda para
algumas ONG’S, mandamos mensagens via Facebook, procuramos pela Zoonoses no
Google, mas ninguém demonstrou interesse. Apenas uma Ong se preocupou em nos
orientar, pediu que enviássemos fotos, mas depois parou de responder.
Foi, então que uma professora do período da tarde resolveu
leva-lo a um médico veterinário, no qual o cachorrinho tomou um banho e
trataram de sua ferida. Após isso tudo iniciamos a busca de um lar para ele.
Fico feliz em fazer parte disso, feliz em ver que várias
pessoas se propuseram a ajudar, feliz em ver a solidariedade de muitos.
E espero que essa história ainda tenha um verdadeiro Final
Feliz, com o “Buboou” vivendo em um Lar.
Esses e mais alguns depoimentos mostram que ainda existe
amor, ainda existe SOLIDARIEDADE.
Ajude-nos compartilhando essa historia até que encontremos “UM
LAR PARA BUBOOU”



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